24 de janeiro de 2004

JOUR DE FÊTE

Ao contrário dos 10% que o Governo costuma anunciar, esta greve da função pública deve ter tido uma adesão muitíssimo superior. A caminho do Sul encontrei centenas de indignados trabalhadores que arrastavam atrás dos carros, os botes de borracha com motor, a caminho das barragens. Outros iam virando para as estradas secundárias, para protestarem na calmaria dos montes alentejanos o absurdo de não serem de novo aumentados.

Na Tsf, uma sindicalista defendia várias coisas, a saber, "que nem estavam contra o congelamento dos aumentos, ou contra a necessidade de reestruturação dos serviços, ou outra coisa qualquer... O que achava insuportável era que não os tivessem consultado A ELES, sindicatos, para que as aprovassem...

Uma trabalhadora próxima confidenciou-me que não achava que a greve servisse para qualquer coisa. Mas como todas as suas colegas tinham feito, caso ela tivesse dio trabalhar teria de alombar com o serviço todo, além das reclamações dos utentes. Daí que, no seu local de trabalho a adesão tenha sido total.

Enfim, cada um saberá de si...

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Carris - em greve desde 1911

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